19 de novembro de 2008

 

 

 

 

 
 


Breve Relato Histórico


PORQUE EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Quando São José dos Campos era ainda considerada excelente estância climática, oferecendo especiais condições para a cura da tuberculose, nela havia um sem número de pensões sanatoriais, onde o ambiente moral nem sempre era o melhor. Muita promiscuidade, falta quase absoluta de assistência espiritual. Assim a encontrou a jovem Dulce Rodrigues dos Santos, quando em 1922 aí chegou em busca de melhoras para a sua saúde, vinda de São Paulo, com sua mãe (foto menor). Tinha apenas 21 anos, mas seu físico frágil e delicado escondia uma alma ardente e apostólica.

UM PROJETO DE VIDA


Dulce tinha bem definido e consciente um ideal: queria ser religiosa, consagrar-se a Deus totalmente, de corpo e alma. Ir doente para São José dos Campos era apenas um retardar da concretização de seus anseios. Abraçou a vontade incompreensível do Senhor.
Enquanto se recuperava, começou a se preocupar com a situação das jovens doentes que chegavam às pensões. Já restabelecida, visitava os enfermos, levava-lhes boas leituras, uma palavra amiga e, sobretudo, a caridade transbordante de seu coração.
Quando os sentia preparados, levava-lhes o Sacerdote, para que lhes proporcionasse o conforto dos Sacramentos. Outras jovens a ela se uniram nesse misericordioso mister. Formou-se um pequeno Pensionato onde, com o tratamento da saúde, num ambiente sadio e cheio de alegria, os doentes iam recebendo a boa nova do Evangelho.

O APOIO DE UM SANTO BISPO

Em Taubaté, Diocese a que então pertencia São José dos Campos, Dom Epaminondas Nunes D'ávila e Silva, preocupado com a situação de abandono moral dos doentes, pensava em fundar uma Associação Religiosa que a eles se dedicasse.
Soube, através do Pe. Ascânio Brandão, seu Secretário, do trabalho desse grupo de moças. Chamou Dulce. Compreenderam-se de imediato o santo velhinho e a jovem apóstola. Tinham a mesma sede do Reino de Deus e do serviço dos pobres e dos doentes.
Ele pediu-lhe que escrevesse o seu pensamento sobre a obra a ser fundada. Ela obedece, vendo em tudo a vontade bem clara de Deus a seu respeito; era ali que Ele a queria e não no Carmelo, como sonhava. Dulce escreveu aos pés da Virgem um esboço do que seria mais tarde a espiritualidade e a maneira de ser da Pequena Missionária.
Para que a obra perdurasse, Dom Epaminondas transformou-a em Associação Pia, canonicamente ereta, e autorizou que vestissem um uniforme as suas iniciadoras. Foi a 15 de agosto de 1932. Eram 5 associadas, incluindo Dulce. |foto maior|

NASCE UMA NOVA CONGREGAÇÃO


Mais tarde essa mesma foi transformada em Congregação Religiosa e a 8 de dezembro de 1934 receberam hábito religioso e seus novos nomes as sete primeiras Irmãs da Congregação. As Constituições, escritas por aquela que já então se chamava Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, foram enviadas a Roma.
Enquanto se esperava a aprovação, a 29 de junho de 1935 morre no Rio de Janeiro Dom Epaminondas, deixando sua Obra entregue à Divina Providência. Mas Deus estava com ela e, no ano seguinte, aos 27 de junho de 1936, a Santa Sé, pela voz de Pio XI, lhe concedia sua primeira aprovação: o Decreto de Beneplácito. O 2º Bispo de Taubaté, Dom André Arcoverde de Albuquerque Cavalcante, fez a Ereção Canônica da Congregação, enxertando-a na Igreja, aos 8 de novembro de 1936.
No dia 21 de novembro do mesmo ano, Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, confirmada como a Mãe do Instituto, faz seus votos perpétuos, sendo a 6 de dezembro, empossada no cargo de Superiora Geral e impondo o véu às noviças que deviam iniciar o noviciado canônico.
Aos 8 de dezembro de 1936 faziam seus Votos Perpétuos, com dispensa do Noviciado, as primeiras Irmãs do Instituto, nas mãos de sua Madre, e a Congregação, já inserida na Igreja, confiante e segura, prosseguiu sua caminhada.

APROVAÇÃO PONTIFÍCIA

Muitas vocações foram chegando e as Irmãs foram solicitadas para novas Fundações. Instalaram-se novas Comunidades em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e mais recentemente, após o falecimento de sua fundadora, no Distrito Federal e Santa Catarina e duas Comunidades em Portugal. (Sempre na vanguarda de sua pequena grei, Madre Maria Teresa foi uma alma de Mãe, de Pastora, de Apóstola. Viu espalhar-se para a glória de Deus a sua Congregação).
Aos 11 de fevereiro de 1952, Madre Teresa teve a alegria que é dada a poucos Fundadores: ver concedido à Congregação o Decreto de Louvor, tornando-a Pontifícia. E ainda mais: em pleno Concílio Vaticano II, aos 8 de dezembro de 1964, recebeu de S. Santidade o Papa Paulo VI a aprovação definitiva do Instituto, como confirmação de que a Congregação, seu espírito, suas obras, suas atividades e objetivos estão perfeitamente dentro do espírito da Igreja e atingem as necessidades atuais do mundo e as exigências da Evangelização.

TESTAMENTO DA FUNDADORA

Aos setenta anos, em 8 de janeiro de 1972, após um período curto de enfermidade, Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, tendo cumprido fiel e amorosamente sua missão, partiu para a Casa do Pai.
Seu testamento, deixado poucas horas antes de morrer, diz da certeza de um ideal conquistado: “Sejam santas! Sejam fiéis ao Papa, à Igreja e às Constituições! Amem muito o Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora! Sejam unidas e assim serão felizes!”
Suas filhas espirituais e continuadoras de sua obra sentem que, em Deus, sua luz que é a do próprio Deus, continua a guiá-las.

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